Para milhões de mulheres brasileiras, o acesso à educação representa muito mais do que um diploma: é a chance de interromper ciclos de desigualdade, reconstruir trajetórias, ampliar oportunidades e conquistar autonomia. No Dia Internacional da Mulher, alunas da Vitru, por meio de suas marcas UNIASSELVI e UniCesumar, contam como o Ensino Superior pode ser um ponto de virada para quem transforma desafios cotidianos em caminhos de crescimento, superação e novas possibilidades.
A trajetória de Solumar Fernandes da Silva é marcada por trabalho pesado, maternidade e persistência. Antes de ingressar no ensino superior, ela atuava na construção civil como servente de pedreiro, uma área que aprendeu a admirar ainda na infância. “Quando surgiu a oportunidade de trabalhar em uma obra na minha cidade, eu não pensei duas vezes. Saí do trabalho em uma padaria e fui para a obra. Era uma área que eu gostava e que aprendi a amar com o meu pai”, afirma.
A perda do pai foi um divisor de águas. “O sonho do meu pai era que eu estudasse e fizesse um curso. Então, mesmo trabalhando, eu falei: vou estudar”, relata ela, que se matriculou no curso de Técnico em Segurança do Trabalho, no polo da UNIASSELVI em Ponte Nova, Minas Gerais.
Porém, não foi simples conciliar o trabalho braçal, a maternidade e os estudos. A segunda gravidez exigiu que ela deixasse o trabalho na construção civil e trouxe momentos de dúvida. “Em alguns momentos, passou pela minha cabeça desistir, mas eu pensava que me formar seria realizar o sonho do meu pai”.
A virada veio quando Solumar viu uma vaga de emprego no próprio polo da UNIASSELVI onde ela estudava. “Era uma vaga no setor comercial. Mandei o currículo, mas não sabia nem fazer uma planilha. Fui atrás de aprender, porque precisava saber para passar pelas entrevistas. Conversei com a diretora do colégio onde eu estudei, que me ensinou a montar uma planilha do zero. Quando recebi a resposta positiva, dei pulos de alegria! Pensei: não foi em vão investir na minha graduação, não foi em vão o meu estudo”.
Segundo ela, o dia a dia no polo fez com que ela se interessasse em trabalhar construindo futuros dentro da sala de aula. “Quando peguei meu diploma, pensei no meu pai. Para mim, foi um orgulho, um dever cumprido. Mas não parei mais: fui dar aula no curso em que me formei e adorei! Então, fiz também as graduações em História, em Geografia e em Pedagogia, e já tenho três pós-graduações em diferentes áreas. Pude levar meu conhecimento e minha história de vida para dentro da sala de aula e mostrar que o conhecimento vale a pena. É um esforço que, lá na frente, vai trazer muita diferença na sua vida”.
Hoje, Solumar continua trabalhando no polo da UNIASSELVI em Ponte Nova, além de dar aulas na rede pública de Minas Gerais. Ela destaca o impacto direto da educação na vida dela, do marido e dos três filhos. “Teve época em que não tinha dinheiro para comprar pão porque precisava pagar a mensalidade. Mas hoje, meu filho me diz que entende por que eu investia no estudo. Temos uma vida mais confortável, com casa, carro, moto. Por isso, um conselho que eu deixo para todas as mulheres é que a rotina pode ser cansativa, ainda mais para quem tem filho, tem casa, tem marido. É muito estressante isso tudo, mas lá na frente você vê a recompensa. O conhecimento é a única coisa que ninguém tira de você”.
Uma história de família
Marie France, de 40 anos, veio do Haiti para o Brasil, na cidade de Maringá (PR), há 11 anos. Ao chegar em terras brasileiras, sem saber falar português, foi acolhida pela UniCesumar com uma oportunidade de emprego como zeladora. Com três crianças em casa, decidiu abraçar a oportunidade para ajudar seu marido, Jean, a sustentar a família.
“Comecei trabalhando somente na parte da manhã, para poder buscar a minha filha Thamara, na época bebê, na creche. Para mim, sempre foi muito gratificante trabalhar na UniCesumar, foi aqui eu tive a oportunidade de aprender cada vez mais e de ser acolhida por ótimas pessoas”, conta France.
France também faz questão de ressaltar que foi na UniCesumar que aprendeu português, principalmente com a ajuda de sua líder, que sempre a ajudava a encontrar as palavras corretas.
Aproveitando o benefício dos colaboradores da universidade, no qual recebem um desconto de 70% para graduação ou pós-graduação para si ou para familiares, Marie matriculou o marido e o filho Cleavens em Engenharia Elétrica, e o filho mais velho, Kervens, em Automação. “Coloco minha família como prioridade e, quando se formarem, pretendo ingressar no curso de Gastronomia. No Haiti, a minha profissão era cozinheira, e eu nunca deixei de amar a cozinha”, vislumbra France.
Já há 10 anos trabalhando na UniCesumar, hoje, Marie é copeira da reitoria, um dos mais altos cargos da zeladoria. “E é neste dia tão importante, que é o Dia Internacional das Mulheres, que eu agradeço a cada mulher que passou pela minha história, e as incentivo a não desistirem de seus sonhos. A minha maior motivação é ver meus filhos crescer sem dificuldades e, por isso, continuo trabalhando e me qualificando”, conclui.
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