No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, Vitru dá voz a pesquisadoras em live inédita

Educação
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas

Evento online destaca a importância da equidade na ciência e traz exemplos de trajetórias acadêmicas de docentes e estudantes da UNIASSELVI e da UniCesumar


Neste dia 11 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas para promover a igualdade de gênero no acesso e na participação em todas as etapas da vida científica. Apesar de avanços, as mulheres ainda estão sub-representadas nesse campo: menos de um terço dos pesquisadores no mundo são mulheres, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A fim de dar luz ao tema, a Vitru realiza no próximo dia 11 de fevereiro, às 10h, pelo canal oficial do YouTube, que vai reunir mulheres cientistas para dar luz as suas trajetórias e representatividade.

Esse movimento faz parte de um projeto muito maior na Vitru Educação, no qual as mulheres são incentivadas com programas de empoderamento, impulsionadas pelo programa SOMA. Esse eixo do projeto busca aumentar a presença de mulheres em posições de liderança dentro da empresa, seja no âmbito administrativo ou acadêmico e pesquisa. Em 2026, a meta é ampliar a participação feminina em cargos de alta liderança, como coordenadoras de curso, professoras, gerentes e supervisoras. Atualmente, 64,5% dos colaboradores da Vitru são mulheres, e o objetivo é garantir que elas representem uma parcela ainda maior da liderança da companhia.

Pesquisa em alta

Taíse Ceolin, doutora em Educação Científica e Tecnológica e professora em cursos de licenciatura e pós-graduação da UNIASSELVI, diz que a ciência vai além da produção de resultados. “A pesquisa científica amplia o olhar em muitos sentidos. Ela nos ensina a olhar com mais criticidade para a realidade, a questionar o que parece dado como certo e a problematizar práticas e discursos naturalizados, especialmente no campo da educação e das ciências”, afirma. Segundo ela, a vivência na pesquisa contribui para o desenvolvimento da autonomia intelectual, do pensamento crítico e da curiosidade científica, que são fundamentais na formação acadêmica.

Taíse ressalta ainda que, apesar de importantes conquistas recentes, persistem desigualdades históricas no campo científico: “A ciência, por muito tempo, foi um campo predominantemente masculino e, em muitos aspectos, ainda é. No entanto, a ampliação da visibilidade e do reconhecimento das contribuições das mulheres nas diversas áreas das ciências mostra que o movimento de igualdade está em constante construção”.

Na Uniasselvi, a orientação de projetos de iniciação científica integra a formação acadêmica e aproxima os estudantes da produção de conhecimento. Desde 2021, Taíse orientou seis acadêmicos, totalizando cerca de vinte projetos de pesquisa, alguns dos quais resultaram em publicações na Revista Maiêutica, especializada no ensino de Física e Matemática.

Pilar na educação

Na UniCesumar, a data ganha um significado especial a partir da trajetória da estudante de Psicologia Sophia Ivantes, de Maringá (PR). Ela cursa o quinto ano da graduação e é pesquisadora com atuação voltada aos fenômenos da atualidade e seus impactos na vida em sociedade. Desde cedo inserida no universo da pesquisa, Ivantes teve seu primeiro contato ainda no ensino fundamental, quando participou de um projeto orientado que resultou na produção de um artigo científico. A experiência foi decisiva para a escolha de seu caminho acadêmico. “A pesquisa científica sempre me pareceu um compromisso ético com a sociedade, capaz de provocar mudanças concretas, tensionar discursos e ampliar o olhar sobre realidades complexas”, afirma.

Ao longo da graduação, a estudante direcionou seus estudos para temas que articulam Psicologia, cultura, infância, bioética, tecnologias e promoção da saúde. Entre os trabalhos desenvolvidos, o que Ivantes mais se orgulha é o artigo sobre sharenting (termo cunhado à prática de compartilhamento excessivo de imagens e informações de crianças nas redes sociais) publicado em 2025 na Revista Bioética. O estudo analisou mais de 70 pesquisas internacionais e discutiu os riscos da exposição precoce no ambiente digital, como impactos psicológicos, violação de privacidade e fragilização dos vínculos familiares.

“Infância e adolescência são períodos fundamentais do desenvolvimento psíquico. Discutir o cuidado, os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes em contextos mediados pelas redes sociais é essencial”, explica Ivantes. A pesquisa, orientada pelo professor Lucas França Garcia, do Mestrado em Promoção da Saúde da UniCesumar, ultrapassou o meio acadêmico e alcançou a sociedade ao ser amplamente divulgada em veículos de comunicação nacionais, contribuindo para o debate sobre parentalidade no mundo contemporâneo.

Além do estudo sobre sharenting, ao longo de sua trajetória, a estudante também já participou de pesquisas envolvendo temas como saúde mental no envelhecimento, crianças e adolescentes em contextos de conflitos armados, impactos da inteligência artificial na psicoterapia e os atravessamentos do mundo digital na prática profissional de psicólogos. O desempenho acadêmico de Ivantes lhe rendeu, ainda, o Prêmio Santander Graduação 2024, concedido aos alunos com as maiores médias da Instituição.

Com planos bem definidos, a discente pretende seguir carreira como pesquisadora e professora universitária. Após a conclusão da graduação, seu objetivo é ingressar diretamente no mestrado e dar continuidade aos projetos científicos. “Acredito na ciência como ferramenta de transformação social. Fazer parte desse processo, especialmente como mulher, é algo que me motiva profundamente”, conclui a pesquisadora.

Serviço:

Live "Mulheres que fazem a Ciência acontecer"

Data: 11/02 (quarta-feira), às 10h

Local: Canal da Vitru no YouTube

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